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Natureza Clandestina

Livro publicado de forma independente em 1987

01/02/2021 17h08 Atualizada há 4 dias
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Por: mario vicenti
Natureza Clandestina

 

Primeiro livro do autor, foi publicado em 1987

Aos 25 anos, Mario Vicente fez sua primeira incursão no mundo literário ao publicar por conta e risco em 1987, o livro de poesias e crônicas, Natureza Clandestina com prefácio do escritor Ignácio de Loyola Brandão. O livro teve edição limitada no oeste do Paraná, mais precisamente na sua terra Natal, Cascavel, onde também ajudou a criar junto com outros literatas o Movimento Literário Cascavelense – MOLICA.

 

NATUREZA CLANDESTINA 

A natureza não é só a terra, a água, o sol, a lua, o céu, a mata, o inverno, o verão, a chuva...

Mas o ser humano é uma natureza divina, Uma pureza de essência, oriunda de sua existência

que cristaliza este universo. O homem é a fatia maior de paraíso oculto

e ele mesmo se abandona e se perde com suas próprias armadilhas,

sem buscar a razão de sua presença neste minúsculo ponto em que reside.

Este espaço, que o homem conquista, não é tão infinito quanto ao seu tamanho interior,

é medido pelo caráter acumulado, num convívio entre o homem e si próprio.

Talvez, se as pessoas mostrassem seus sonhos e não suas ambições materiais, e

se explorassem seus sentimentos omitidos e aniquilados nos corredores do progresso,

se a união entre todos os povos fosse apenas pelo amor de serem irmãos

e não por interesses incomuns, de uns subirem o mais alto que seus objetivos,

enquanto muitos nem sequer conseguem arrastar-se em seus próprios chãos.

Muito do mundo poderia ter outro sentido se nós vivêssemos aquilo que nasce dentro de nós.

 

UM DIA O AMOR 

Um dia o amor

há de chegar

e estilhaçar de vez

uma ânsia incontida

explodindo em eterna paixão

essa emoção infinda

que por você espera.

 

Um dia deve acontecer

depois de um engano

outro desejo se faz crescer

que no meio de um beijo

e de um sentimento cigano

o próprio momento vai mostrar

o colorido abraço que nascer.

 

Um dia, quando então

o amor alcançar

 

cantarei! O correto verso do amor...

 

PEDAÇOS DE AMOR 

Depois do primeiro olhar

tudo se torna um mar

de sentimentos tão profundos

que lá no fundo

ninguém vai se afogar.

 

Depois do primeiro beijo

tudo é só desejo

que ninguém deve conter

todos os lábios se consomem

feito combustível para sobreviver.

 

Depois do primeiro abraço

não há mais cansaço

toda ternura no mesmo traço

na mesma linha que caminha

a despontar no horizonte.

 

Depois vem o fogo da paixão

num segmento de emoção

que atravessando o peito

rasga no coração

o que havia de sofrimento

e se vai com a explosão.

 

Depois tudo é poesia

que num só dia

 

tanta vida já se fez. 

 

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